Unimed Campo Grande

Reestruturando um ecossistema digital para tornar jornadas complexas mais simples, consistentes e preparadas para evoluir.

Organização

Unimed Campo Grande

Atuação

Product Designer

Escopo

Aplicativo do Beneficiário • Aplicativo do Cooperado • Backoffice • Totens de Autoatendimento

Contexto

Saúde • B2C • B2B • Operação Crítica

O desafio

Atuei como Product Designer ao longo de toda a evolução do projeto, conectando as necessidades dos usuários aos objetivos do negócio e às limitações da operação.

Meu papel era garantir que as decisões de experiência equilibrassem usabilidade, viabilidade técnica e necessidades das diferentes áreas envolvidas.

Trabalhei em parceria com Produto, Engenharia, Atendimento, Operações e Marketing para construir uma visão compartilhada da experiência e apoiar decisões relacionadas à arquitetura do produto.

Durante o projeto participei de atividades como:

  • Pesquisa e descoberta com usuários.
  • Organização da arquitetura da informação.
  • Estruturação de jornadas e fluxos críticos.
  • Definição de padrões de experiência.
  • Evolução do Design System.
  • Facilitação entre áreas e stakeholders.
  • Validação contínua das soluções.

Meu Papel

Atuei como Product Designer durante toda a evolução do produto, conectando as necessidades dos usuários às prioridades do negócio e às limitações técnicas da operação.

Trabalhei em conjunto com Produto, Engenharia, Atendimento, Operações e Marketing para definir a arquitetura da experiência, alinhar decisões e evoluir soluções que atendessem diferentes áreas da cooperativa.

Minha atuação incluiu:

• Condução de pesquisas e entrevistas com usuários.
• Organização da arquitetura da informação e das jornadas.
• Definição de fluxos críticos.
• Evolução do Design System.
• Facilitação de alinhamentos entre áreas.
• Validação contínua das soluções junto aos stakeholders.

O Que Descobri

As pesquisas mostraram que o principal problema não estava na execução das tarefas.

Na maior parte dos casos, os usuários tinham dificuldade para entender como o aplicativo estava organizado e onde encontrar os serviços que precisavam.

Mesmo pessoas que utilizavam o produto há bastante tempo apresentavam comportamentos semelhantes:

  • Navegação baseada em tentativa e erro.
  • Dificuldade para localizar funcionalidades importantes.
  • Dependência do atendimento para concluir tarefas recorrentes.

Essa descoberta mudou completamente o direcionamento do projeto.

Em vez de otimizar telas isoladas, passamos a reorganizar a estrutura da experiência para tornar a navegação mais clara, previsível e fácil de evoluir.

Decisões que direcionaram o projeto

As pesquisas mostraram onde estavam as principais fricções, mas transformar esses aprendizados em produto exigiu algumas decisões importantes.

Reorganizar a navegação antes de redesenhar interfaces

A maior parte dos problemas estava relacionada à organização do aplicativo, não às telas em si.

Por isso, antes de redesenhar funcionalidades individuais, revisamos a arquitetura da informação e reorganizamos a navegação para facilitar a localização dos serviços.

Criar uma base compartilhada entre Design e Engenharia

Outra decisão importante foi estruturar um Design System que servisse como uma linguagem comum entre as equipes.

O objetivo não era apenas padronizar componentes, mas reduzir inconsistências, diminuir retrabalho e facilitar a evolução do produto ao longo do tempo.

Pensar além do aplicativo

Grande parte da experiência acontecia fora do ambiente digital.

Por isso, as decisões de produto passaram a considerar também laboratórios, unidades de atendimento e processos administrativos, conectando diferentes pontos da jornada para que a experiência fosse percebida como um único ecossistema.

Priorizar consistência em vez de mudanças rápidas

Em alguns momentos, preservar padrões conhecidos parecia a alternativa mais simples.

Ainda assim, optamos por reorganizar jornadas importantes para construir uma experiência mais consistente e preparada para evoluir, mesmo sabendo que isso exigiria um período inicial de adaptação dos usuários.

Como estruturamos a solução

Com as principais decisões definidas, começamos a reorganizar a experiência do produto.

A primeira frente foi revisar a arquitetura da informação e estruturar jornadas que refletissem melhor a forma como os usuários buscavam serviços dentro do aplicativo.

Em paralelo, evoluímos o Design System para criar padrões compartilhados entre Design e Engenharia. Componentes, estados, comportamentos e documentações passaram a seguir uma estrutura única, facilitando tanto a manutenção quanto o desenvolvimento de novas funcionalidades.

Também revisamos fluxos críticos considerando diferentes cenários de uso e exceções, reduzindo ambiguidades durante a implementação e criando uma base mais preparada para futuras evoluções.

Evolução da interface

A reorganização estrutural também teve reflexo direto na interface.

Mais do que atualizar o visual do aplicativo, o objetivo era criar uma experiência mais consistente, previsível e fácil de utilizar.

As principais evoluções envolveram:

  • Padronização de componentes e padrões visuais.
  • Revisão da hierarquia das informações.
  • Melhor organização dos fluxos de navegação.
  • Redução de etapas desnecessárias em jornadas críticas.
  • Definição de comportamentos consistentes para diferentes estados da interface.

Cada decisão visual buscava reforçar a nova arquitetura do produto, facilitando a navegação e reduzindo o esforço necessário para concluir tarefas recorrentes.

Aprendizados

Esse projeto mudou a forma como enxergo produtos digitais.

Antes dele, eu já acreditava que uma boa interface fazia diferença. Depois dele, ficou ainda mais claro que, em produtos complexos, a maior parte dos problemas não nasce nas telas, mas na forma como sistemas, processos e pessoas se conectam.

Também reforçou a importância de desacelerar antes de propor soluções. Em vez de começar redesenhando interfaces, investir tempo para entender a estrutura do problema permitiu tomar decisões mais consistentes e criar uma base preparada para evoluir junto com o produto.

Hoje levo esse aprendizado para todos os projetos em que participo: a interface é importante, mas ela só gera uma boa experiência quando arquitetura, estratégia, operação e tecnologia caminham na mesma direção.

Product Designer focado em arquitetura de produtos, sistemas complexos e plataformas digitais escaláveis.

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