Plataforma de Experiência do Colaborador com Arquitetura SaaS Escalável

Organização

Colab+CG

Serviço

Estratégia de Produto • Arquitetura SaaS • UX Estrutural

Escopo

Plataforma do Colaborador • Comunicação Interna • RH Digital • Produto Escalável

Segmento

Saúde • Gestão Corporativa

O projeto

Centralização da comunicação interna · Redução de ruído operacional · Base modular para escala multi-organizacional

Atuação como arquiteto sistêmico de produto na concepção e estruturação do Colab+CG, uma plataforma criada para reorganizar a experiência do colaborador dentro da Unimed Campo Grande. O desafio não era apenas desenvolver um aplicativo interno, mas estruturar um produto replicável, com base modular e preparado para escalar como solução comercial para outras organizações.

Contexto Estratégico

A organização operava em um cenário de baixa maturidade digital na gestão da comunicação interna, com múltiplos canais desconectados e ausência de uma estrutura unificada para a experiência do colaborador.

Esse contexto era caracterizado por:

  • Comunicação corporativa fragmentada
  • Dependência excessiva de e-mails e canais informais
  • Baixa previsibilidade no acesso a informações críticas (holerite, eventos, comunicados)
  • Ausência de um canal digital centralizado para colaboradores

Além disso, existia uma oportunidade estratégica de evoluir a solução interna para um produto escalável e comercializável.

Como consequência, eram observados impactos diretos na operação e no engajamento:

  • Ruído na comunicação institucional
  • Baixo engajamento dos colaboradores
  • Retrabalho recorrente para o RH
  • Ausência de governança digital estruturada

O problema não estava apenas na ausência de um canal, mas na falta de uma arquitetura sistêmica capaz de organizar, distribuir e sustentar a experiência do colaborador de forma consistente.

Pesquisa e Diagnóstico

Antes de estruturar a solução, conduzi uma etapa de pesquisa para entender comportamento, expectativas e fricções reais na comunicação interna.

O objetivo não era apenas validar usabilidade, mas identificar falhas estruturais na forma como a informação era organizada, distribuída e consumida pelos colaboradores.

Pesquisa Exploratória 
(Quali + Quantitativa)

Realizei uma pesquisa presencial com aproximadamente 40 participantes, incluindo colaboradores de diferentes áreas e lideranças.

A abordagem combinou métodos qualitativos e quantitativos para mapear:

  • Fluxo atual de comunicação interna
  • Acesso a informações críticas (holerite, eventos, comunicados)
  • Clareza e organização dos canais existentes
  • Gargalos operacionais na rotina dos colaboradores

Principais aprendizados:

    • Informação descentralizada em múltiplos canais
    • Dependência de intermediários para acesso a documentos
    • Baixa previsibilidade na comunicação institucional
    • Expectativa por um canal único, confiável e organizado

      O padrão indicava que o problema não era falta de informação, mas ausência de estrutura.
Entrevistas Individuais (Qualitativa Profunda)

Para aprofundar os insights, conduzi entrevistas individuais em formato aberto, explorando:

  • Percepção sobre comunicação institucional
  • Nível de confiança nos canais existentes
  • Necessidade de centralização
  • Expectativas em relação a um canal digital
Insight central

Os colaboradores não queriam “mais um canal”.

Queriam organização, clareza e previsibilidade na experiência de acesso à informação.

Problema Estrutural Observado

Ao consolidar os resultados da pesquisa, ficou evidente que os problemas não estavam relacionados à falta de comunicação, mas à forma como ela era distribuída.

Informações importantes estavam espalhadas entre e-mail, RH, comunicados internos e canais informais, obrigando colaboradores a alternar constantemente entre fontes diferentes para concluir tarefas simples.

Como consequência:

  • Acesso inconsistente a informações críticas
  • Dependência recorrente do RH para tarefas operacionais
  • Baixa confiança nos canais existentes
  • Dificuldade de acompanhar comunicados relevantes

O desafio passou a ser estruturar um sistema capaz de centralizar informação sem aumentar complexidade.

Meu Papel

Atuei como Senior Product Designer, conduzindo o projeto de ponta a ponta — da definição estratégica à estruturação da solução — com responsabilidade direta sobre decisões de produto, arquitetura e experiência.

Minha atuação foi orientada à construção de uma base estruturada e escalável, conectando necessidades organizacionais distintas sob uma lógica unificada de produto.

Na prática, liderei frentes como:

  • Condução da pesquisa exploratória e entrevistas com colaboradores e lideranças
  • Benchmark de plataformas corporativas, intranets e produtos SaaS voltados à experiência do colaborador
  • Definição da visão de produto e dos princípios estruturais da plataforma
  • Estruturação da arquitetura da informação, sitemap e organização dos domínios funcionais
  • Modelagem da arquitetura modular preparada para evolução multiempresa
  • Prototipação e validação dos fluxos mais críticos com usuários
  • Definição de padrões de governança, permissões e diretrizes de segurança da informação
Foco estratégico

Mais do que entregar uma interface, o foco foi estruturar um produto capaz de organizar a comunicação interna e evoluir como solução digital com potencial de escala.

Complexidade Enfrentada

O projeto envolvia a construção de um produto interno com ambição de evolução para um modelo SaaS corporativo, exigindo decisões que extrapolavam a experiência imediata e consideravam escalabilidade e posicionamento de mercado.

O contexto incluía:

  • Produto interno com potencial de comercialização
  • Necessidade de neutralidade de marca para expansão futura
  • Integração com dados sensíveis (financeiro e RH)
  • Exigências de segurança da informação e consentimento digital
  • Público heterogêneo, com diferentes níveis de letramento digital (operacional, administrativo e liderança)

Esse cenário exigia um equilíbrio constante entre múltiplas dimensões do produto.

Trade-off estrutural

Uma das principais decisões envolveu equilibrar simplicidade para o usuário com requisitos de segurança, privacidade e escalabilidade.

Por exemplo:

  • Centralizar informações aumentava conveniência, mas exigia governança rigorosa de acesso
  • Simplificar autenticação melhorava adoção, mas não podia comprometer dados sensíveis
  • Personalizar a experiência para a Unimed aumentava aderência, mas reduzia potencial de replicação futura

As decisões foram orientadas pela construção de uma base sustentável de longo prazo, evitando soluções excessivamente customizadas que dificultassem a evolução para um modelo SaaS.

Decisões Estratégicas

Antes de definir funcionalidades, estruturei o produto a partir dos principais domínios de informação identificados durante a pesquisa.

A decisão foi separar responsabilidades por contexto de uso, evitando que funcionalidades de comunicação, RH, financeiro e engajamento competissem entre si dentro da navegação.

A arquitetura foi definida em quatro pilares:

  • Camada 1 — Comunicação Institucional
    Notícias, comunicados, eventos e aniversariantes
  • Camada 2 — Financeiro
    Holerite digital e informe de rendimentos
  • Camada 3 — Gestão de Pessoas
    Férias, extensão de jornada e benefícios
  • Camada 4 — Engajamento
    Mural corporativo (rede social interna exclusiva)
Impacto estrutural

Essa organização transformou o produto em uma base modular, permitindo:

  • Evolução independente de funcionalidades
  • Inclusão de novos módulos sem impacto estrutural
  • Replicação do modelo para diferentes empresas (escala como produto)
Estruturação Sistêmica & Handoff

Para garantir escalabilidade e eficiência na implementação, a solução foi estruturada com foco em integração entre design, engenharia e operação.

Principais práticas adotadas:

• Definição de arquitetura modular desacoplada por domínios funcionais
• Estruturação de Design System com componentes reutilizáveis e documentação clara
• Organização de fluxos críticos com estados, exceções e regras documentadas
• Prototipação navegável orientada a cenários reais de uso
• Documentação de handoff com foco em redução de ambiguidade e alinhamento técnico
• Proximidade com engenharia para validação de viabilidade e consistência de implementação

Resultado:

O produto foi concebido não apenas para uso, mas para evolução contínua com baixo atrito entre áreas, reduzindo retrabalho e aumentando previsibilidade de entrega.

Capacidades Estruturais

Estratégias aplicadas na construção de produtos e ecossistemas digitais complexos.

A reestruturação consolidou a comunicação interna em uma base digital unificada, reduzindo ruídos operacionais e aumentando a previsibilidade no acesso à informação.

Principais resultados:

• Centralização da comunicação corporativa em um único canal estruturado
• Redução de ruído informacional e inconsistência entre mensagens
• Diminuição da dependência de atendimento manual para tarefas recorrentes
• Criação de uma base modular preparada para expansão de funcionalidades
• Estruturação do produto com potencial de evolução para mercado (modelo SaaS)

Indicadores observados durante validação e uso inicial:

• Aumento da previsibilidade no acesso a informações críticas (holerite, comunicados)
• Redução de dependência de intermediários para tarefas recorrentes
• Maior engajamento com comunicações institucionais via canal único
• Melhora na percepção de organização e clareza da informação pelos colaboradores

O impacto principal não foi visual. Foi estrutural.

A experiência foi utilizada como mecanismo para reduzir ambiguidade operacional e aumentar previsibilidade no acesso à informação.

Em vez de tratar UX como camada visual, as decisões de experiência foram usadas para estruturar como o sistema deveria organizar, priorizar e apresentar conteúdos para diferentes perfis de colaboradores.

Principais diretrizes aplicadas:

 

• Hierarquia visual clara, facilitando leitura e priorização
• Redução de fluxos e etapas desnecessárias
• Linguagem acessível para diferentes níveis de letramento digital
• Notificações estratégicas orientadas a ação (ex: push de holerite)
• Uso de estados de sistema e feedbacks claros para orientar decisões do usuário
• Transições e microinterações sutis para reforçar continuidade e compreensão de fluxo

O objetivo não era estética. Era garantir que o usuário entendesse o sistema em movimento.

Durante a definição do produto, identifiquei que a confiança seria um fator crítico para adoção, especialmente devido à presença de dados financeiros e informações relacionadas a RH.

Por esse motivo, segurança e consentimento foram tratados como requisitos estruturais do produto, e não como ajustes posteriores de implementação.

Principais decisões:

  • Estruturação de termo de consentimento simplificado, com linguagem acessível ao usuário
  • Disponibilização da versão completa em PDF, garantindo transparência e conformidade legal
  • Implementação de fluxo de autenticação com fallback (SMS e e-mail), aumentando robustez de acesso
  • Tratamento responsável de dados sensíveis, alinhado a boas práticas de segurança da informação

O objetivo não era apenas atender requisitos legais, mas estruturar uma base confiável para o produto, equilibrando segurança, usabilidade e escalabilidade.

Ainda durante a fase de concepção, conduzi um estudo para avaliar a viabilidade de transformar a solução interna em um produto escalável para outras organizações.

A análise buscava responder uma pergunta estratégica:

Seria possível resolver o problema da Unimed sem criar uma solução dependente da própria Unimed?

A decisão foi estruturar o aplicativo desde sua base como uma plataforma modular, preparada para operar em modelo white-label e suportar diferentes contextos institucionais.

O objetivo não era apenas resolver uma demanda interna, mas conceber um ativo digital com potencial de escala e comercialização.

Direcionadores arquiteturais

A arquitetura foi definida considerando:

  • Estrutura multiorganizacional (multi-tenant)
  • Camadas desacopladas da identidade institucional
  • Governança de dados e segurança da informação
  • Escalabilidade funcional por módulos
  • Viabilidade de modelo comercial (licenciamento / SaaS corporativo)

Base tecnológica e preparação para evolução
  • Aplicativos nativos (iOS e Android)
  • Estrutura preparada para backoffice administrativo
  • Arquitetura orientada a integrações com sistemas corporativos

Essa base permitiu que o produto evoluísse sem dependência de uma única organização ou contexto específico.

Visão de produto

O Colab+CG foi concebido como produto — não apenas como ferramenta operacional.

Esse movimento reflete minha abordagem na construção de produtos digitais: estruturar soluções que atendam à necessidade atual, mas que já nasçam preparadas para evoluir como ativos estratégicos escaláveis.

Product Designer focado em arquitetura de produtos, sistemas complexos e plataformas digitais escaláveis.

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