Centralização da comunicação interna · Redução de ruído operacional · Base modular para escala multi-organizacional
Atuação como arquiteto sistêmico de produto na concepção e estruturação do Colab+CG, uma plataforma criada para reorganizar a experiência do colaborador dentro da Unimed Campo Grande. O desafio não era apenas desenvolver um aplicativo interno, mas estruturar um produto replicável, com base modular e preparado para escalar como solução comercial para outras organizações.
A organização operava em um cenário de baixa maturidade digital na gestão da comunicação interna, com múltiplos canais desconectados e ausência de uma estrutura unificada para a experiência do colaborador.
Esse contexto era caracterizado por:
Além disso, existia uma oportunidade estratégica de evoluir a solução interna para um produto escalável e comercializável.
Como consequência, eram observados impactos diretos na operação e no engajamento:
O problema não estava apenas na ausência de um canal, mas na falta de uma arquitetura sistêmica capaz de organizar, distribuir e sustentar a experiência do colaborador de forma consistente.
Antes de estruturar a solução, conduzi uma etapa de pesquisa para entender comportamento, expectativas e fricções reais na comunicação interna.
O objetivo não era apenas validar usabilidade, mas identificar falhas estruturais na forma como a informação era organizada, distribuída e consumida pelos colaboradores.
Pesquisa Exploratória
(Quali + Quantitativa)
Realizei uma pesquisa presencial com aproximadamente 40 participantes, incluindo colaboradores de diferentes áreas e lideranças.
A abordagem combinou métodos qualitativos e quantitativos para mapear:
Principais aprendizados:
Para aprofundar os insights, conduzi entrevistas individuais em formato aberto, explorando:
Os colaboradores não queriam “mais um canal”.
Queriam organização, clareza e previsibilidade na experiência de acesso à informação.
Atuei como Senior Product Designer, conduzindo o projeto de ponta a ponta — da definição estratégica à estruturação da solução — com responsabilidade direta sobre decisões de produto, arquitetura e experiência.
Minha atuação foi orientada à construção de uma base estruturada e escalável, conectando necessidades organizacionais distintas sob uma lógica unificada de produto.
Na prática, liderei frentes como:
Mais do que entregar uma interface, o foco foi estruturar um produto capaz de organizar a comunicação interna e evoluir como solução digital com potencial de escala.
O projeto envolvia a construção de um produto interno com ambição de evolução para um modelo SaaS corporativo, exigindo decisões que extrapolavam a experiência imediata e consideravam escalabilidade e posicionamento de mercado.
O contexto incluía:
Esse cenário exigia um equilíbrio constante entre múltiplas dimensões do produto.
Cada decisão precisava considerar simultaneamente:
O desafio não era otimizar uma dimensão isoladamente, mas sustentar uma solução coerente diante de restrições técnicas, organizacionais e estratégicas.
Para organizar a complexidade e viabilizar a evolução do produto como plataforma, a decisão foi estruturar a solução em camadas funcionais independentes, cada uma responsável por um domínio específico da experiência do colaborador.
Essa abordagem permitiu separar responsabilidades, reduzir acoplamento entre funcionalidades e preparar o produto para expansão futura.
A arquitetura foi definida em quatro pilares:
Essa organização transformou o produto em uma base modular, permitindo:
Para garantir escalabilidade e eficiência na implementação, a solução foi estruturada com foco em integração entre design, engenharia e operação.
Principais práticas adotadas:
• Definição de arquitetura modular desacoplada por domínios funcionais
• Estruturação de Design System com componentes reutilizáveis e documentação clara
• Organização de fluxos críticos com estados, exceções e regras documentadas
• Prototipação navegável orientada a cenários reais de uso
• Documentação de handoff com foco em redução de ambiguidade e alinhamento técnico
• Proximidade com engenharia para validação de viabilidade e consistência de implementação
Resultado:
O produto foi concebido não apenas para uso, mas para evolução contínua com baixo atrito entre áreas, reduzindo retrabalho e aumentando previsibilidade de entrega.
A reestruturação consolidou a comunicação interna em uma base digital unificada, reduzindo ruídos operacionais e aumentando a previsibilidade no acesso à informação.
Principais resultados:
• Centralização da comunicação corporativa em um único canal estruturado
• Redução de ruído informacional e inconsistência entre mensagens
• Diminuição da dependência de atendimento manual para tarefas recorrentes
• Criação de uma base modular preparada para expansão de funcionalidades
• Estruturação do produto com potencial de evolução para mercado (modelo SaaS)
Indicadores observados durante validação e uso inicial:
• Aumento da previsibilidade no acesso a informações críticas (holerite, comunicados)
• Redução de dependência de intermediários para tarefas recorrentes
• Maior engajamento com comunicações institucionais via canal único
• Melhora na percepção de organização e clareza da informação pelos colaboradores
O impacto principal não foi visual. Foi estrutural.
A camada de UX foi tratada como um mecanismo de governança da experiência, garantindo consistência, previsibilidade e clareza na interação com o produto.
Mais do que decisões visuais, o foco foi estruturar padrões que orientassem o comportamento do sistema e reduzissem ambiguidade na jornada do usuário.
Principais diretrizes aplicadas:
• Hierarquia visual clara, facilitando leitura e priorização
• Redução de fluxos e etapas desnecessárias
• Linguagem acessível para diferentes níveis de letramento digital
• Notificações estratégicas orientadas a ação (ex: push de holerite)
• Uso de estados de sistema e feedbacks claros para orientar decisões do usuário
• Transições e microinterações sutis para reforçar continuidade e compreensão de fluxo
O objetivo não era estética. Era garantir que o usuário entendesse o sistema em movimento.
A segurança e o tratamento de dados foram considerados como parte estrutural do produto desde o início, especialmente pela integração com informações sensíveis (financeiro e RH).
A abordagem foi incorporar governança e conformidade já no MVP, evitando retrabalho futuro e garantindo confiança na experiência.
Principais decisões:
O objetivo não era apenas atender requisitos legais, mas estruturar uma base confiável para o produto, equilibrando segurança, usabilidade e escalabilidade.
Paralelamente ao desenvolvimento do Colab+CG, conduzi um estudo estratégico para avaliar sua evolução como produto replicável, com potencial de expansão para múltiplas organizações.
A decisão foi estruturar o aplicativo desde sua base como uma plataforma modular, preparada para operar em modelo white-label e suportar diferentes contextos institucionais.
O objetivo não era apenas resolver uma demanda interna, mas conceber um ativo digital com potencial de escala e comercialização.
A arquitetura foi definida considerando:
Essa base permitiu que o produto evoluísse sem dependência de uma única organização ou contexto específico.
O Colab+CG foi concebido como produto — não apenas como ferramenta operacional.
Esse movimento reflete minha abordagem na construção de produtos digitais: estruturar soluções que atendam à necessidade atual, mas que já nasçam preparadas para evoluir como ativos estratégicos escaláveis.
Product Designer criando experiências que impactam negócios
Especializado em UX/UI, liderança criativa e estratégia de design para produtos B2B
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