–35% de tickets operacionais · Reestruturação de Ecossistema Digital em Ambiente Regulado
Wsimões Seguros · Website · Sistema Interno · App Mobile
Transformação de sistemas isolados em uma plataforma integrada, conectando aquisição, operação e relacionamento sob uma lógica unificada de produto.
Diferente de produtos digitais convencionais, o mercado de seguros opera sob alta complexidade regulatória e lógica de negócio fragmentada.
Esse contexto envolve:
Nesse cenário, simplificações superficiais representam risco direto para a operação e para a conformidade jurídica.
O desafio não era apenas melhorar a usabilidade, mas reorganizar a estrutura do produto respeitando as regras críticas do setor.
Após um período inicial de projetos pontuais (incluindo o website institucional), houve uma pausa na atuação.
Com o aumento da complexidade operacional, a empresa retomou o contato com uma demanda mais estratégica, centrada em dois pontos críticos:
O retorno não foi casual.
Refletiu a confiança construída ao longo do relacionamento e a percepção de capacidade para atuar em um nível mais estrutural do produto.
Esse contexto reforça o caráter evolutivo do projeto, que deixou de ser uma entrega pontual para se tornar uma iniciativa de transformação.
O ponto crítico era a fragmentação do ecossistema:
Três produtos estratégicos operando como sistemas isolados, sem integração lógica, padrão transversal ou coerência de jornada.
Essa desconexão comprometia a consistência do produto como um todo.
Como consequência:
Antes de propor qualquer solução, conduzi entrevistas com lideranças, equipe operacional e usuários envolvidos nos processos de contratação, renovação e atendimento.
O objetivo era entender onde a fragmentação gerava impacto real na operação e na experiência do cliente.
As análises revelaram padrões recorrentes:
O problema não estava em um canal específico.
A fragmentação era consequência da ausência de uma arquitetura compartilhada entre os produtos.
Cada sistema evoluía de forma independente, criando inconsistências operacionais e experiências desconectadas para clientes e equipes internas.
Na prática, liderei frentes estruturais como:
O processo de renovação de apólices era historicamente conduzido de forma manual, com a equipe monitorando vencimentos e realizando contatos pontuais via e-mail ou WhatsApp.
Esse modelo, além de operacionalmente custoso, gerava:
A renovação operava como uma tarefa reativa, sem estrutura para escalar ou sustentar crescimento.
Na prática, a equipe precisava monitorar manualmente vencimentos, identificar oportunidades de renovação e iniciar contatos individualmente.
O processo dependia fortemente de conhecimento operacional e acompanhamento humano, tornando difícil sustentar crescimento sem aumento proporcional da equipe.
A abordagem foi reposicionar a renovação como um fluxo estratégico dentro do produto, estruturando um mecanismo automatizado e integrado ao ecossistema.
Com isso, a renovação deixou de ser um processo manual e passou a atuar como um sistema contínuo de retenção e previsibilidade de receita.
Em vez de tratar cada produto de forma isolada, a decisão foi atuar no nível estrutural do ecossistema, priorizando a construção de uma lógica unificada entre sistemas.
O foco foi:
A implementação demandou detalhamento profundo, especialmente em fluxos sensíveis como documentação, simulação e aprovação, onde pequenas inconsistências poderiam gerar impacto direto na operação.
Essa abordagem evitou a criação de soluções isoladas e permitiu estruturar uma base consistente para evolução contínua do ecossistema.
A atuação foi conduzida de forma integrada entre os três produtos do ecossistema, garantindo coerência entre aquisição, operação e relacionamento, sem tratar cada canal como uma solução isolada.
Reestruturei a arquitetura de informação com base nas principais intenções de uso identificadas durante o diagnóstico.
As principais mudanças incluíram:
O website deixou de atuar apenas como vitrine institucional e passou a funcionar como ponto efetivo de entrada para novas oportunidades comerciais.
Conduzi a revisão dos fluxos mais utilizados pela operação, identificando redundâncias, validações repetidas e inconsistências entre seguradoras.
As principais intervenções envolveram:
O resultado foi uma operação mais previsível e com menor necessidade de retrabalho.
O aplicativo foi concebido como uma extensão do ecossistema, ampliando a autonomia do cliente e garantindo continuidade entre os canais.
A principal decisão foi transformar o aplicativo em um canal ativo de acompanhamento da jornada do cliente, reduzindo a dependência de contatos recorrentes com a equipe.
Evoluiu de uma ferramenta passiva para uma interface de gestão ativa, permitindo:
O objetivo foi reduzir a dependência de atendimento humano em tarefas recorrentes e fortalecer a percepção de controle por parte do usuário.
A experiência foi desenhada considerando comportamento em movimento, com definição de transições, feedbacks de estado e continuidade entre etapas, garantindo fluidez em tarefas recorrentes.
Microinterações foram utilizadas para sinalizar progresso, validação de ações e mudanças de estado, reduzindo incerteza durante a navegação.
Estratégias aplicadas na construção de produtos e ecossistemas digitais complexos.
Uma das principais dificuldades do projeto foi equilibrar simplificação da experiência com exigências regulatórias do setor.
Em diversos momentos, remover etapas significava aumentar riscos operacionais ou comprometer exigências de determinadas seguradoras.
As decisões foram orientadas por um princípio simples:
A reestruturação gerou ganhos relevantes em diferentes dimensões do produto, combinando melhorias na experiência do usuário com eficiência operacional e capacidade de escala.
Principais resultados observados:
Mais do que melhorias pontuais de interface, o projeto resultou na reorganização da infraestrutura digital da empresa, criando uma base consistente para crescimento sustentável do produto.
A transformação do ecossistema gerou impacto além dos indicadores operacionais, influenciando diretamente a percepção de valor do produto no contexto comercial.
O projeto passou a ser utilizado como referência em conversas comerciais, evidenciando a evolução estrutural da empresa a partir da integração entre sistemas e automações implementadas.
A maturidade digital construída deixou de ser apenas interna e passou a atuar como ativo estratégico de posicionamento.
Como resultado:
Mais do que integrar sistemas, o projeto estruturou uma base digital coerente, escalável e implementável, conectando experiência, operação e regras de negócio sob uma mesma lógica de produto.
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